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Ser ou não ser, eis a questão

A Segurança Pública, mais do que nunca, faz parte da agenda do país. Muito vem se discutindo sobre como melhorar o sistema para que o cidadão tenha condições de desenvolver suas tarefas diárias, sem correr riscos de ser vítima de crimes. Nos dias atuais, a sociedade vem presenciando atos criminosos quase que diariamente. São linchamentos públicos, ônibus incendiados pelos mais diversos motivos, patrimônio público e privado depredados. Diante destas cenas, cada vez mais corriqueiras, vem o questionamento: será isso fruto da ineficácia do serviço público de segurança, ou é o efeito de uma legislação desatualizada, que não abrange mais a evolução da sociedade?

Ao analisarmos as normas que regem o funcionamento das Polícias no Brasil e a convivência entre as pessoas, percebemos que já há leis suficientes garantindo a segurança, no sentido geral da palavrada, de todas as pessoas. Aprofundando nesta análise, verificamos que talvez haja uma necessidade de revisar a nossa legislação penal, civil e administrativa, enfim todo o ordenamento jurídico que nos possibilita a convivência em grupo, nossa coletividade e respeito ao outro.

Nesta sociedade dinâmica em que vivemos, cabe ao profissional de segurança pública cumprir o seu papel, em especial ao policial militar responsável por mais de 80% de atendimentos em ocorrências, em especial as de pouco potencial ofensivo, descritas na lei 9099 em seu artigo 69. Este mesmo profissional, tendo a ciência de que vive em um ambiente onde os seus familiares também serão submetidos ao atendimento do Estado, com todas as suas qualidades e defeitos conhecidos. Vender a falsa ideia de que uma simples mudança de conceito, entre ser ou não militar, e que isto irá resolver o problema da insegurança que hoje vivemos, é enganar o profissional da área de segurança pública, que quer prestar o melhor serviço à sociedade. É ludibriar a cidadão mais uma vez.

É preciso desenvolver um estudo concreto sobre o tema, considerando a realidade atual do país, sem fazer parâmetros com outras nações, que possuem regime jurídico diferente do nosso. Devemos evoluir dentro do que vivemos e não importar soluções ou conceitos. Somente com uma análise profunda, teremos resultados significativos na sociedade.

Quanto ao policial militar, é fundamental avaliar, com critério, todas as questões e se envolver neste debate. Pois mudanças podem trazer perdas e ganhos. O que pode parecer um belo cenário hoje, amanhã poderá ser uma grande frustração.

Em relação à sociedade, é importante que as pessoas conheçam todos os aspectos que se relacionam à segurança pública do país e o quanto as mudanças refletirão em suas vidas. A partir deste conhecimento, também se envolver no debate para definir, com clareza, o quanto e quais as mudanças que desejam. Tudo terá reflexo em suas vidas futuras.

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Asof acompanha debate no Congresso Nacional

O presidente da Asof,  Fábio Pizetta e o vice-presidente da Associação,   Petercley Franco Alves, estiveram, nesta terça-feira (4)  na Câmara dos Deputados, para participar da audiência pública promovida pela bancada do DF no Congresso Nacional. Em pauta, a situação da segurança pública no Distrito Federal.

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