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Sobre fazer ou não terapia!

Você precisa esperar ter problemas emocionais para tentar resolver ou vale a pena se AUTOCONHECER para entender e controlar as suas emoções, buscando assim o equilíbrio consigo mesmo, no seu trabalho e na sua casa? Há algum tempo, quando sou apresentada para qualquer pessoa que seja Policial Militar, e que me referenciam como a Psicóloga que apóia o BOPE, escuto a seguinte afirmação: “ A PMDF precisa muito deste apoio e as unidades operacionais necessitam de acompanhamento psicológico sempre.” Esta afirmação que eu escuto há aproximadamente 12 anos (tempo em que adentrei a esta tão admirável e respeitável instituição policial militar) começou a me gerar um certo incômodo e eu trago para vocês como uma possibilidade reflexão.

Quando os próprios policiais afirmam: “A PMDF precisa muito deste apoio e as unidadesoperacionais necessitam de acompanhamento psicológico sempre “ eu me questiono: A quem estes policiais estão se referindo senão à eles próprios? E mais, eles sempre falam na 3a pessoa, ou seja ele/ela precisa de apoio psicológico. Volto para a minha reflexão e penso: Se a PMDF só existe porque vocês, dela fazem parte, não seria mais apropriado o discurso: Nós, Policiais Militares, precisamos de apoio psicológico nas nossas unidades?

Este ciclo natural de defesa das pessoas em sempre visualizar as deficiências do outro em detrimento da própria cegueira individual e de inabilidade de olhar para si, tem sido prejudicial para a população como um todo, em especial a Policia Militar que, por ocasião da sua atividade fim, por si só, já é fonte inesgotável de possibilidade de adoecimento psíquico.

Não é incomum, também, muitos policiais ao pegarem meu cartão verbalizarem: “Pode deixar Dra, se eu souber de alguém que esteja precisando eu te indico”. Talvez esta busca tardia para cuidar das emoções seja culpa de nós psicólogos e dos nossos representantes de classes, porque nunca tivemos um olhar para a nossa atividade como uma possibilidade de prevenção. Atuamos apenas no momento de crise emocional e ai, esperam que nós, psicólogos, façamos milagres diante de tanto sofrimento emocional.

Já é sabido que o gênero masculino por si só, já não é muito atento a exame e a acompanhamento preventivo, porém, acredito que todos vocês façam exames de rotina, acompanhamento em dentista para prevenção de cáries e etc, mas quantos de vocês já tiveram a preocupação de se conhecerem melhor? Posso até imaginar o que está passando na cabeça de vocês agora: “O que esta psicóloga tanto fala ai, o que ela quer? Convencer-nos de que precisamos de terapia? Eu não sou louco, quem faz terapia é maluco”.

Talvez vocês não reconheçam, conscientemente, o quanto a atividade profissional de vocês pode impactar na sua saúde física e emocional e que ela age necessariamente nas suas relações de trabalho e familiar. Obviamente, as doenças emocionais, iniciam trazendo malefícios físicos como por exemplo: dores de cabeça, dores nas costas, dores abdominais, distúrbios gastrointestinais, gagueiras, dentre outros. Estes citados, são sintomas clássicos de pessoas acometidas pelo ESTRESSE, mas até chegarem neste diagnóstico, já foram gastos tempo e dinheiro tentando curar algo físico e por fim, conclui-se que é um sintoma emocional.

Porém, acompanhado deste diagnóstico temos outras situações que acontecem, concomitantemente,aos sintomas físicos, como por exemplo: impaciência, irritabilidade, hostilidade, impulsividade, agressividade, cansaço, falta de atenção e saco para atividade e consequentemente erros no trabalho. Falei alguma coisa que vocês não tenha vivenciado ainda?

Tudo isso, acontece ao mesmo tempo e em TODOS os ambientes no qual você está inserido: trabalho – casa – relações sociais, porém, vocês só se preocupam com os sintomas físicos (porque doem) e com as punições dentro do trabalho. Mas e em casa? Em quem você desconta? Quem tem que suportar todas os seus sintomas emocionais? E a sua ausência em casa, privando a sua família da sua presença com velho jargão: “Eu estou estressado, irritado, impaciente e cansado. Não me venha com suas frescuras que eu preciso dormir para acordar bem e suportar meu exaustivo trabalho, e colocar comida dentro de casa.”

Veja bem, sua família sofre com seus sintomas emocionais e com o seu afastamento. Isto pode gerar, posteriormente, filhos cheios de problemas decorrente da sua ausência em casa, casamentos frustrados e encerrados por sua inabilidade em lidar com as suas emoções e com o egoísmo na espera de compreensão eterna por parte do outro, sem nenhuma contrapartida. É ai meu caro policial militar que começamos a falar das demais CONSEQUENCIAS da sua inabilidade de controle das emoções que levam ao estresse: alcoolismo, drogadição, violência doméstica, violência no trabalho – podendo caracterizar algumas tentativas de homícidios, depressão consequente das suas perdas (familiares e no trabalho), tentativa de suicídio e o por fim os mais trágicos: homícidio e suicídio com sucesso.

Voltando a minha colocação no início deste texto te refaço a pergunta com objetivo reflexivo: Você precisa esperar ter problemas emocionais para tentar resolver ou vale a pena se AUTOCONHECER para entender e controlar as suas emoções, buscando assim o equilíbrio consigo mesmo, no seu trabalho e na sua casa?

A escolha é sua e pare de olhar pra PM na 3a pessoa, a PM é você!

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